Vender Agora ou Armazenar?

Compare a venda imediata com uma venda futura após custos de armazenagem, juros e quebra.

Comparar cenários

Produto e preços
sacas
R$/saca
R$/saca
meses
Custos e perdas
R$/saca/mês
% a.m.
%

Para que serve

Esta calculadora compara dois cenários clássicos da comercialização de grãos: vender agora ou armazenar para vender depois. Ela coloca na mesma conta o preço de hoje, o preço futuro esperado, o custo de armazenagem, a quebra física no período e o custo de oportunidade do dinheiro parado. O resultado mostra a diferença líquida entre os cenários e o preço futuro mínimo — o valor por saca que a venda futura precisa alcançar para empatar com a venda imediata. É um apoio para organizar os números antes de conversar com corretor, cooperativa ou comprador.

Entradas, unidades e conversões

A quantidade é informada em sacas de 60 kg, o padrão comercial de soja e milho no Brasil (1.000 sacas ≈ 60 t). Os preços entram em R$/saca; a armazenagem, em R$/saca/mês; os juros, em % ao mês; e a quebra, em % do peso no período total. Para converter uma tarifa em R$/t/mês para R$/saca/mês, divida por 16,67. Preços de referência podem ser acompanhados na página de cotações.

Fórmula e exemplo passo a passo

Receita hoje = sacas × preço hoje
Cenário futuro = sacas × (1 − quebra) × preço futuro − armazenagem − custo de oportunidade

Exemplo simplificado, com juros simples: 5.000 sacas, preço hoje R$ 120, preço futuro esperado R$ 128, 4 meses, armazenagem de R$ 0,80/saca/mês, juros de 1% a.m. e quebra de 0,5%.

Receita hoje: 5.000 × 120 = R$ 600.000. Receita futura bruta: 5.000 × 0,995 × 128 = R$ 636.800. Armazenagem: 5.000 × 0,80 × 4 = R$ 16.000. Custo de oportunidade aproximado: 600.000 × 1% × 4 = R$ 24.000. Diferença líquida ≈ 636.800 − 16.000 − 24.000 − 600.000 = −R$ 3.200: nesse cenário ilustrativo, a alta esperada de R$ 8/saca não cobre todos os custos do período.

Valores de referência práticos

Faixas amplamente divulgadas em boletins públicos (ex.: Embrapa, CONAB) servem de ponto de partida, com forte variação regional e de safra:

  • Armazenagem comercial: em base mensal, algo entre R$ 0,50 e R$ 1,50 por saca tem sido comum.
  • Quebra técnica: contratos costumam prever 0,15% a 0,25% ao mês sobre o peso.
  • Juros: uma referência usual é a taxa básica ou o custo do crédito rural vigente, em base mensal.
  • Sazonalidade: séries históricas públicas mostram que preços frequentemente melhoram na entressafra, mas não em todos os anos.

Limitações

O preço futuro informado é uma expectativa, não uma garantia: a comparação não captura risco de queda de preço, mudanças de prêmio e frete, impostos, nem necessidades de caixa da propriedade. O cálculo usa simplificações (juros e quebra aplicados de forma linear) e deve ser lido como organização de cenários, não como recomendação de comercialização.

Perguntas frequentes

O que é o preço futuro mínimo?

É o preço por saca necessário na venda futura para empatar com a venda imediata, depois de descontados armazenagem, quebra e custo do dinheiro parado.

Que taxa de juros usar?

Uma referência comum é o rendimento que o dinheiro teria aplicado no período, ou a taxa do financiamento que deixaria de ser quitado com a venda imediata.

O que entra na quebra do período?

A quebra técnica prevista em contrato e eventuais perdas físicas na guarda. Ela reduz a quantidade vendida no cenário futuro.

O resultado é uma recomendação de venda?

Não. A ferramenta compara cenários com os números informados; a decisão envolve riscos de mercado que a conta não captura.

Conteúdo educacional e informativo, com faixas de referência aproximadas atribuídas a boletins públicos. Não substitui profissional habilitado nem cotações oficiais. Veja as fontes e referências. Última revisão: 2026-07-06.